A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter a informação em conhecimento.
O texto nos leva a refletir sobre a atual sociedade em que vivemos; onde, devido à disponibilidade dos vários meios de comunicação, as informações chegam com muita rapidez a um grande número de pessoas e lugares: “Nunca houve tantas pessoas aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo”. Dentro dessa óptica, o autor denomina a atual sociedade de “Sociedade da Aprendizagem”.
Segundo o autor, essa realidade tem provocado momentos paradoxais no que se refere à aprendizagem: “Cada vez se aprende mais (fluxo, acessibilidade de informações) e cada vez se fracassa mais na tentativa de aprender aquilo que a sociedade exige”.
Na escola isso é chamado de fracasso escolar e é observado nos baixos índices de leitura e aprendizagem. Na tentativa de melhorar o aprendizado prolonga-se o tempo dedicado a aprender na escola, amplia-se a educação obrigatória, porém, o autor observa que tal realidade exige uma “nova cultura da aprendizagem”: nova forma de conceber e gerir o conhecimento.
As tecnologias da informação proporcionaram a criação de novas formas de distribuir socialmente o conhecimento, tornando o saber mais acessível e menos seletivo; no entanto, para desvendar esse conhecimento e não deixar “inundar” por tal fluxo informativo, exige-se maiores capacidades ou competências cognitivas dos leitores dessas informações. Nesse âmbito, o autor chama a atenção para a função da escola: dotar os alunos de capacidades de aprendizagem, modos de pensamentos que lhes permitam utilizar estrategicamente a informação que recebem e convertê-la em um saber ordenado.
O autor enfatiza ainda a crescente incerteza intelectual e pessoal que a atual sociedade experimenta frente a esta multiplicidade de informação, “não existem mais saberes ou ponto de vista absoluto”: é necessário aprender a conviver com a diversidade de perspectivas, com a relatividade das teorias, com a existência das múltiplas interpretações de toda informação para construir a partir delas o próprio juízo ou ponto de vista. Neste sentido, não cabe à educação proporcionar aos alunos conhecimentos como se fossem verdades acabadas, mas sim ajuda-los a construir seu próprio ponto de vista, sua verdade particular a partir de tantas verdades parciais.
O autor chama a atenção também para o rítimo acelerado das mudanças tecnológicas e científicas, o que exige das pessoas capacidades de enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem ou, capacidade de gestão do conhecimento ou ainda, “gestão metacognitiva”.Na educação além de ensinar competências interpessoais, afetivas e sociais a nova cultura da aprendizagem requer ensinar aos alunos, a partir das diferentes áreas do currículo, no mínimo cinco tipos de capacidades metacognitiva:Competência para a aquisição,interpretação,análise,compreensão e comunicação de informações.
Portanto, a nova cultura da aprendizagem exige um novo perfil de professor e aluno, novas funções discentes e doscentes, exige-se ainda, revalorizar a importância dos processos de aprendizagem ou de aquisição dos conhecimentos, apropriar-se de novas formas de aprender e relacionar-se com o conhecimento.
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